Hoje vou escrever. Porque?
Sobre quê?
Não sei.
Sobre todos os livros que não li.
E sobre todos os textos que não escrevi.
Um livro sobre palavras e pessoas penduradas, como roupa velha no estendal há espera de ir para a gaveta das memórias por arrumar.
Vou escrever um argumento para um policial, para um drama, para uma comédia e para uma tragédia.
Nunca mudam as personagens, são sempre as mesmas caras, podem trocar os nomes, mas a alma prende-se aos defeitos. Querem saber o final? Eu digo-vos, não é surpreendente. Todos se fodem no final e são felizes para sempre. Vai-te foder.
Vou ser feliz para sempre.
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